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terça-feira, 3 de maio de 2016

Novos Horizontes para o Arena do Morro

Um grupo de agentes do Centro Sócio-pastoral Nossa Senhora da Conceição se reuniu na última quinta-feira (28/04) para discutir novos caminhos, modalidades e grades para o Ginásio Poliesportivo Arena do Morro. A intenção é dinamizar mais a rotina de atividade do equipamento esportivo e ocupar as salas de multiuso, para tanto, trazendo novas modalidades e oficinas que garantam mais opções de ludicidade e esporte para a comunidade de Mãe Luiza. Aguardem, coisa boa vem por aí!

 Agentes em reunião

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Jornal Fala Mãe Luiza Impresso - Edição de Março/Abril

A edição de Março/Abril de 2016 já está circulando nos mercadinhos, escolas, igreja, unidade de saúde, no próprio Centro e em outros pontos da comunidade; e mantém a filosofia de trazer luz sobre os assuntos que são de interesse do bairro.  
Quem não é da comunidade, mas tem interesse em ler o boletim, pode acessá-lo em PDF aqui no blog na aba Edições do Fala Mãe Luiza em PDF.    
Se você acha interessante algo e gostaria de ver estampado nas páginas do jornal, pode entrar em contato conosco através dos diversos canais de comunicação: BlogFacebook, ou no e-mail: falamaeluiza@gmail.com


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Campeonato Metropolitano de Vôlei no Arena do Morro

Hoje, 14, às 18h, o Ginásio Arena do Morro foi palco do primeiro jogo do campeonato Metropolitano Adulto de Vôlei 2016, que nesse ano conta com o maior número de equipes masculinas dos últimos vinte anos. A partida foi entre o times da Federação Norteriograndense de Vôlei e da escola Teresa de Lisieux que venceu o jogo por 3x2.
Confira as fotos:








quinta-feira, 31 de março de 2016

Mulheres do Morro: Larissa Nascimento


Fechamos o especial "Mulheres do Morro" com a professora de karatê  Larissa do Nascimento Araújo. Larissa tem apenas 16 anos e estuda o 9º ano na escola Alberto Torres, mas já tem uma consciência social e desenvolve, gratuitamente na comunidade, a formação de jovens e crianças através do Karatê. 


JFML: Quando você despertou o desejo de praticar o karatê?
Larissa: Aos 11 anos, quando ainda estudava na Escola Selva Capistrano Lopes, foi lá que comecei a fazer karatê com o professor Thiago Lima, que me acompanha até hoje. Gostava de jogar bola e surfar, mas foi praticando o karatê que despertei o gosto pelo esporte.

JFML: Então o professor Thiago Lima foi seu grande incentivador?
Larissa: Sim. Primeiro na Selva Lopes, depois quando o grupo foi para a Associação “Amigos do Coração”, nas turmas que damos aulas na Casa Crescer e também nas competições.

JFML: Fale um pouco sobre a modalidade?
Larissa: No karatê temos alguns lemas que nos orientam. A formação do caráter da pessoa, desenvolvido pela educação recebida dos pais, professores e pela cultura de nosso povo. O respeito a bons princípios. O esforço em transpor obstáculos, em conquistar algo se esforçando, lutando com garra e tendo mérito para isso. Conter o espírito de agressão, sabendo usar o que sabe para o bem, mantendo o respeito a cima de tudo.


JFML: Nessa caminhada quando foi que você resolveu ser professora e atuar na comunidade?
Larissa: A partir do momento que eu decidi seguir os mesmos passos do meu professor. Então, quando eu conquistei a faixa rocha ele me disse “Larissa você está pronta”, e a partir daí comecei a ser responsável pela turma dos menores.

JFML: E como funciona a “escolinha de karatê”?
Larissa: Damos aulas para crianças e adultos. Eu fico responsável pela turma das crianças e o professor Thiago pelos adultos. É um trabalho onde devolvemos à comunidade tudo que aprendemos e sabemos, é voluntário e quem quiser pode participar não paga nada. 


 JFML: Você acha que dentre os seus alunos há algum com o potencial de dar continuidade a esse projeto e dar aulas assim como vocês?
Larissa: Com certeza, nos deixamos bem claro a filosofia do Karatê. Acho sim, que muitos deles podem se interessar, assim como eu, em devolver à comunidade o que receberam. Mas existem dois pensamentos, aqueles que pensam em ser atletas e aqueles que querem sim ser professor.

JFML: E os campeonatos de Karatê?
Larissa: Participo de vários junto com toda a equipe da nossa turma. Um que me marcou muito foi o Brasileiro de Karatê Interestilos, que aconteceu no ano de 2013 em Fortaleza. Nessa competição eu estava na faixa laranja e conquistei o terceiro lugar frente a competidores de todo o Brasil.

JFML: Como você vê o desenvolvimento do esporte em Mãe Luiza?
Larissa: Hoje em dia observo que existem muitos lugares na comunidade onde é possível praticar esporte, basta o jovem querer. Temos karatê, futebol, vôlei, ginástica, surf e outros que estão fazendo a diferença no bairro. O Ginásio Arena do Morro, por exemplo, é um grande espaço onde estão sendo desenvolvidas várias modalidades.

 
JFML: E você acredita no esporte como algo que muda vidas?
Larissa: Sem dúvida alguma. Hoje, tudo que eu sou devo a minha família, claro, e ao esporte. Praticar uma modalidade esportiva, aprender princípios, conviver com as regras e em grupo desenvolve o corpo e a mente. Acredito que o esporte salva vidas.

As aulas de karatê acontecem na Casa Crescer à noite, às terças e quintas-feiras, das 19h às 20h para crianças e jovens, e das 20h às 21h para adultos. A participação é gratuita.

terça-feira, 22 de março de 2016

Grupo do Urban Sketchers no Arena do Morro

No último sábado, 19, um grupo do Urban Sketchers (UsK),  comunidade de correspondentes que reúne pessoas do mundo todo, interessadas em produzir e compartilhar seus desenhos de locação, esteve no Ginásio Arena do Morro fazendo registros à mão livre da bela arquitetura do local. O grupo se utiliza do desenho de observação à mão livre como forma de expressão artística.

Confira alguns trabalhos:

 Equipe que participou do encontro


O Urban Sketchers é uma comunidade de correspondentes que reúne pessoas do mundo todo, interessadas em produzir e compartilhar seus desenhos de locação. Essa comunidade global inclui pintores, arquitetos, jornalistas, publicitários, ilustradores, designers e educadores, que publicam mais que apenas desenhos na web, compartilhando também a narrativa e as circunstâncias em que esses desenhos foram feitos.
Missão:
Incrementar os valores documental, educacional e artístico, do desenho de locação, promovendo sua prática e conectando pessoas ao redor do mundo que desenham em suas cidades e em suas viagens.
Saiba mais acesse:  http://brasil.urbansketchers.org/

segunda-feira, 21 de março de 2016

Mulheres do Morro: Loyse Raboud



Nossa segunda entrevistada para o especial "Mulheres do Morro" é Loyse Raboud, responsável pelo Centro de Longa Permanência Espaço Solidário. Loyse atua no bairro há mais de 25 anos, foi membro do grupo "Amigos da comunidade" que combateu a desnutrição em Mãe Luiza, em momento crítico de nossa história, encerrada essa demanda passou a atuar na questão do idoso. Cidadã natalense, ela nos fala um pouco sobre o envelhecer como um todo fazendo um recorte mais amplo em relação ao "envelhecer da mulher".

JFML: Quando você começou a desenvolver o trabalho junto aos idosos do bairro?
Loyse: Quando enveredei pelo caminho da Assistência Social o objetivo sempre foi trabalhar com pessoas em situação de risco em geral. Mas o trabalho com os idosos veio se impondo como uma demanda no sentido de participar de um projeto que pudesse acolher e dá suporte a essa população mais frágil. Isso aconteceu com a criação do Espaço Solidário bem no início dos anos 2000.

JFML: Como você vê no dia-a-dia o envelhecer da mulher?
Loyse: Posso dizer que existem vários “envelhecer”, não existe um envelhecer específico. A gente poderia, por exemplo, afirmar que o envelhecer, dentro do perfil de idosos que acolhemos, contém a vida passada inteira. É um envelhecer que muitas vezes é sofrido, porque a vida também o foi. Muitas têm família, mas a família não tem condições de dar assistência devido ao grau de dependência. Outros não criaram laços suficientemente fortes com seus filhos, então os filhos não se sentem na obrigação de cuidar deles também. E tem aqueles idoso que escolheram vir para o Espaço, porque querem um lugar seguro e longe mesmo das pressões de casa. Enfim, dentro desse cenário, caricaturando um pouco eu diria que a mulher tem mais facilidade de envelhecer do que o homem, a gente sente isso.


JFML: Por que isso acontece?
Loyse: A mulher tem um leque de resiliência mais amplo. Acredito que tenha a ver com a diversidade de funções que ela desempenhou ao longo da vida, ou seja, mesmo quando ela perde uma função, não é uma perda total, pois ela tem outras atribuições que lhe dão sentido e compensa esse vazio. Já o homem enxerga a perda da autonomia como uma perda total, a gente escuta muito eles afirmando que com isso “deixam de ser homens”, já a mulher é mais flexível nesse ponto.

JFML: E como é esse envelhecer no âmbito da saúde física?
Loyse: Como nós atendemos idosos em situação de risco, obviamente muitos deles já trazem um histórico de doenças que comprometeram a saúde física e motora. Eu não sei se a mulher se cuida mais ao longo da vida, no caso de nossos idosos eu não vejo muito isso não. Mas observo que elas têm mais atenção quanto ao cumprimento dos horários para tomar a medicação. Acredito que, como muitas delas cuidavam dos filhos, de si e do próprio marido, elas gerenciam melhor esse quesito. Aqui, por exemplo, a mulher vive mais que o homem.



JFML: Você é suíça. Que paralelo podemos traçar entre viver a velhice na Europa e aqui no Brasil?
Loyse: Na Suíça a velhice é vivida de forma muito independente, é cultural. Lá, há um forte apoio através de políticas públicas que dão suporte ao idoso. Já no Brasil não existe nenhuma política de apoio ao idoso. O que existe são as instituições de cunho privado e filantrópico, como a nossa, que sobrevivem com muita luta e sacrifício e que não dão conta da alta demanda do envelhecimento atual. É preciso dar voz ao idoso e condições de independência.

JFML: Já que você falou em voz, os idosos têm participação ativa nas discussões do Espaço?
Loyse: Nosso trabalho é justamente esse, fazer com que o idoso mesmo com toda dificuldade cognitiva possa se sentir participativo e cidadão. Para isso existem diversas reuniões onde partilhamos vivências cotidianas, desejos, escolhas. E nesse momento a mulher é muito mais participativa que o homem, eles ainda são muito tímidos em relação a esses momentos, mas do seu jeito participam.

JFML: E você como mulher, mãe e assistente social pensa a sua própria velhice?
Loyse: Espero ter minha independência aliada a convivência com a família. Acredito que esse equilíbrio é fundamental. Sem dúvidas, as experiências que vivencio convivendo no dia-a-dia com os idosos irão me ajudar a viver melhor esse momento. Aliás, essa é uma convivência que recomendo a todos: participem da vida dos idosos que estão próximos a vocês.


O Espaço Solidário acolhe idosos em situação de vulnerabilidade, que queiram morar ou simplesmente passar o dia na companhia de outros, proporcionando-lhes bem estar e participação, em condição de liberdade e dignidade. Localizado em Mãe Luiza de responsabilidade do Centro Sócio Pastoral Nossa Senhora da Conceição.
Telefones: (084) 4141.7407 / 9928.1255 Contato: espsolidario@gmail.com