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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Lista do "Auxílio Moradia" sai nesta quinta-feira, 17

Será divulgada nesta quinta-feira, 17, a partir das 14h, a lista dos moradores de Mãe Luiza que terão direito ao "Auxilio Moradia",  benefício que será retroativo ao dia 15 de junho. Ou seja, as famílias irão receber  dois salários mínimos, que correspondem a dois meses de aluguel. 

O secretário municipal de habitação, Homero Grec Cruz Sá, foi quem deu a notícia a comunidade na tarde desta quarta-feira, 16, em mais uma reunião com os moradores na Escola Selva Lopes. Homero detalhou passo-a-passo, para compreensão de todos, como se dará a atuação da Secretaria de Habitação neste processo: a) Moradia Transitória e b) Moradia definitiva.


Neste primeiro momento, será garantida a "Moradia Transitória". As famílias que tiveram suas casas INTERDITADAS pela Defesa Civil irão receber o "Auxílio Moradia", que fique bem claro que o benefício será concedido ao inquilinos, aqueles que moravam nos imóveis. 

Após identificar seu nome na lista de beneficiários, o morador deve se dirigir a Secretaria de Habitação, nos dias 21 e 22 de julho (segunda e terça-feira), com Identidade, CPF e o número da conta corrente em seu nome, é nela que será depositado o valor a ser pago. As 93 famílias serão previamente divididas entre esses dois dias e terão o dia também definido na listagem.

ATENÇÃO: é critério que a conta corrente esteja no mesmo nome do beneficiário que constará na listagem, o responsável pela família cadastrado pela SEMTAS (Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social).

As famílias beneficiadas com o "Auxílio Moradia" irão assinar uma declaração, uma espécie de termo se comprometendo a utilizar o dinheiro depositado para pagar os alugueis dos imóveis. O cumprimento deste termo será fiscalizado pela Secretária de Habitação, e caso o dinheiro não esteja sendo utilizado corretamente o benefício será suspenso.

Homero alertou que quem não estiver na lista, não adianta procurar a Secretaria de Habitação, estes casos serão observados junto a SEMTAS, que deverá analisar os motivos da falta e tomar as providencias cabíveis observando os cadastros.

Em um segundo momento, será garantido a "Moradia Definitiva". Os imóveis interditados serão separados em três modalidades: a) Casas completamente destruídas; b) Casas comprometidas e c) Casas interditadas por precaução.

As casas completamente destruídas, que segundo Homero estão entre 30 e 35 moradias, serão reconstruídas e devolvidas aos seus proprietários. Já as comprometidas serão reformadas, e as interditadas por prevenção serão liberadas após análise da Defesa Civil e da SEMOPI. Serão utilizados possíveis recursos federais, conseguidos junto ao Ministério da Integração; do programa "Minha Casa Minha Vida" e da Prefeitura do Natal. A intenção é manter os moradores no bairro, construindo as novas moradias em possíveis terrenos desocupados e na área recuperada.

Na ocasião estiveram presentes os vereadores Sandro Pimentel, Júlia Arruda e Eleika Bezerra que se comprometeram em atuar, com uma comissão de moradores, junto a CAERN e COSERN, no intuito de restabelecer o fornecimento de água e energia regular o mais rápido possível.

As reuniões do Fórum de Entidades de Mãe Luiza junto com moradores e representantes das diversas entidades públicas continuarão acontecendo todas as quartas-feiras, as 15h30, na escola Selva Lopes. Estaremos sempre acompanhando de perto. Ainda faltam muitas respostas, por exemplo como se dará o ressarcimento das perdas materiais como móveis e carros.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ecos da Mostra Audiovisual em Mãe Luiza

Na noite de ontem, quinta-feira, 10, ás 18h30, foi realizada no Ginásio Poliesportivo Arena do Morro a "Mostra Audiovisual em Mãe Luiza", evento que encerrou o Projeto "Oficinas de Audiovisual em Mãe Luiza" realizas pelo Coletivo Caboré Audiovisual com o apoio do Centro Sócio-pastoral e outras instituições que atuam no bairro.


Na ocasião, foram exibidos os curtas-metragens produzidos pelos jovens de Mãe Luiza que participaram do projeto: "O Meu Recomeço", "Olhares de Mãe Luiza" e "Isso é um assalto". A programação ainda contou com a apresentação cultural dos jovens T-Nem e T-Dem (hip hop) e roda de capoeira da comunidade. Também foi possível conhecer um pouco mais sobre o que está sendo produzido no audiovisual do Rio Grande do Norte  com a exibição de curtas-metragens da "Mostra Audiovisual Potiguar".


Um pouco mais sobre as produções audiovisuais dos jovens:

Isso é um assalto: A insegurança no transporte público vista de três pontos de vista é a trama do curta-metragem, que narra um assalto protagonizado por um menor de idade e a visão dos demais envolvidos no fato. 
Equipe: Janyelson Firmino, Ilana Pinto, Isaac Garcia, Roberta Fernandes, Edson Justino, Reverson Viana, Wesley Soares.


Olhares de Mãe Luiza: O curta-metragem trata da história de Mãe Luiza. Lembranças de antigamente, as dificuldades e a realidade, contada pelos próprios moradores do bairro. 
Equipe: Flávio Silva, Michael Lima, Lucy Vasco, Wagner Henrique, Pyetra Alves.


O Meu Recomeço: “O Meu Recomeço” retrata a vida de adolescentes que engravidam ainda muito novas, abordando as dificuldades que tem que enfrentar para que possam ficar com seus filhos nos braços. 
Equipe: Alicia Soares, Debora Bune e Jaqueline Carla.

Ainda teve uma pipoquinha grátis!!



segunda-feira, 30 de junho de 2014

Audiência Pública: Mãe Luiza em foco

Hoje, segunda-feira, 30, aconteceu a audiência pública "Os problemas causados pelas chuvas no município de Natal (Mãe Luiza e lagoas de captação)", proposta pela Comissão de Planejamento Urbano, Meio Ambiente e Habitação na Câmara Municipal de Natal.

Audiência pública na Câmara Municipal
 
Estiveram presentes alguns vereadores, autoridades, representantes das secretarias municipais, da CAERN e, principalmente, as lideranças comunitárias e a comunidade de Mãe Luiza. Momento muito importante, onde foi possível colocar os anseios e necessidades da comunidade em vista dos desabamentos ocorridos na rua Guanabara.

 Moradores de Mãe Luiza acompanhando a audiência

No encontro a comunidade destacou alguns pontos considerados urgentes para o bem estar social, de seus moradores:
  • Aluguel social;
  • Restabelecimento do abastecimento da água pela CAERN;
  • Reavaliação da Escola Selva Lopes, por parte da Defesa Civil;
  • Relocação dos que estão abrigados nas escolas, tendo em vista a retomada do ano letivo;
  • Fiscalização das construções irregulares, principalmente as que foram construídas em muros de arrimos;
  • Revisão das estruturas dos muros de arrimo;
  • Revisão e manutenção das escadarias;
  • Resposta urgente ao problema da violência estreitamente ligado ao comércio das drogas no bairro, que vem se aproveitando da situação para ameaçar e invadir residências, comércios, abrigos e etc.

Maxuel Amaro dos Santos falando a imprensa sobre suas perdas

De concreto, o que resultou da audiência foi a promessa de aprovação do projeto de "Auxílio Moradia" que será apresentado pela prefeitura a Câmara amanhã, terça-feira, 01 de junho, e votado na quarta-feira, 02. A explicação da prefeitura em relação a escolha desta modalidade de assistência, em detrimento do "Aluguel Social", é a rapidez que a opção escolhida garante ao processo. É o que a comunidade espera. 
De acordo com o projeto, o "Auxílio Moradia" no valor de um salário mínimo será entregue as famílias cadastradas pela SEMTAS - Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social, que possuam renda de até três salários mínimos, para viabilizar os aluguéis. Os casos que não se encaixem nestes padrões serão analisados pelas secretarias. Estaremos de olho.

Representante do Conselho Comunitário Nilson Venâncio na tribuna


Padre Robério diretor do Centro Sócio-pastoral na tribuna

Nilson Venâncio e Padre Robério Camilo ressaltaram a importância de se agir, o mais depressa possível, para dar assistência as famílias afetadas com os dessastres. Mas colocaram também que é necessário planejamento e ações a longo prazo em toda a comunidade de Mãe Luiza, para monitorar as áreas de risco e evitar novas perdas.
A comunidade de Mãe Luiza mostrou a Câmara  Municipal de Natal, que está unida em busca da resolução dos problemas que afetam o bairro, sobretudo para cobrar das autoridades responsáveis o cumprimento de seu papel. Esta é mais uma dentre tantas de nossas lutas e estaremos de olho bem aberto.
   


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Fala Mãe Luiza Impresso - Edição de Junho

A edição de Maio de 2014 já está circulando nos mercadinhos, escolas, igreja, unidade de saúde, no próprio Centro e em outros pontos da comunidade; e mantém a filosofia de trazer luz sobre os assuntos que são de interesse do bairro. 
 Quem não é da comunidade, mas tem interesse em ler o boletim, pode acessá-lo em PDF aqui no blog na aba Edições do Fala Mãe Luiza em PDF. 
 Se você acha interessante algo e gostaria de ver estampado nas páginas do jornal, pode entrar em contato conosco através dos diversos canais de comunicação: Blog, Facebook, ou no e-mail: falamaeluiza@gmail.com.


terça-feira, 24 de junho de 2014

CONVITE: Projeto "MÃE LUÍZA (SEM) DESASTRES"



Convidamos todos os lideres comunitários, dirigentes de instituições públicas e a comunidades de Mãe Luiza para participar da 1ª reunião para discussão e viabilização do Projeto de Extensão “Fortalecimento e capacitação de comunidades e agentes locais para a redução de riscos de desastres naturais” - PROJETO MÃE LUÍZA (SEM) DESASTRES – a ser desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN em parceria com líderes e população do Bairro de Mãe Luíza. Esta reunião ocorrerá nesta quinta-feira, 26, às 09:30 h, no Centro Sócio-Pastoral Nossa Senhora da Conceição, que se localiza na Rua João XXIII, nos fundos da Igreja Católica.
Pretende-se que este projeto seja desenvolvido no Bairro de Mãe Luíza, na cidade de Natal, por um período de 18 meses. O objetivo geral deste projeto é o de fortalecer e capacitar a população da comunidade de Mãe Luíza e os demais atores sociais envolvidos com as ações de redução de riscos de desastres naturais de maneira a contribuir para o aumento da resiliência comunitária frente aos desastres.
Trata-se de um Projeto, que faz parte de um Programa de Extensão da UFRN, que envolve vários Projetos de Extensão, num esforço coletivo da UFRN para contribuir com a Redução dos Riscos de Desastres no Rio Grande do Norte, em parceria com as comunidades vulneráveis e instituições que lidam com desastres naturais, decorrentes de chuvas, alagamentos, deslizamentos de terra etc.

 
Atenciosamente agradece,


Prof. Dr. Pitágoras José Bindé – Departamento de Psicologia.
Prof. Dr. Ricardo José Matos de Carvalho – Departamento de Engenharia de Produção.
Profa. Dra. Isabelle Katherinne Fernandes Costa – Departamento de Enfermagem.
Profa. Dra. Katie Almondes – Departamento de Psicologia.
Prof. Dr. Fábio Fonseca Figueiredo – Departamento de Políticas Públicas.

(Coordenadores do Projeto)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

EDITORIAL: Cuidar dos desabrigados, superar desafios e entender a tragédia

Ion de Andrade


A catástrofe que se abateu sobre o bairro de Mãe Luiza, felizmente sem deixar vítimas até agora, decorre de um conjunto de fatores de curto, médio e longo prazo, que atuaram na geologia da área permitindo que as chuvas torrenciais recentes    tenham agido como um fator desencadeador.
A igreja católica, o Centro Sócio-Pastoral, aS  igrejas evangélicas e várias organizações da comunidade, desde a primeira hora, ofereceram os seus espaços para o acolhimento das famílias que perderam o que tinham e que devem continuar  sendo alvo do nossos cuidados, carinho e         compaixão até que o problema tenha realmente ficado para trás, o que demorará algum tempo. No nosso caso, a Casa Crescer e a Escolinha Espaço Livre foram disponibilizadas para receber os      desabrigados. A igreja católica destinou o seu    espaço para recepcionar as doações.
Através de conversas informais com especialistas da área de infraestrutura urbana e estudiosos da dinâmica de ocupação da orla marítima de Natal na qual o bairro Mãe Luiza se insere, vimos que há vários indícios sobre os fatores concorrentes para esse problema:
a) Obras de engenharia para contenção das    encostas: provavelmente os muros de arrimo e  outras obras de contenção que visam proteger os prédios implantados na orla de Areia Preta         contribuíram para represar uma água que em     circunstâncias naturais teria descido até a praia por toda a encosta, impedindo a concentração num ponto mais fraco que funcionou como corredor de drenagem destruindo tudo;
b) Fragilidade da rede de esgoto e de drenagem pluvial: avalia-se que o sub dimensionamento da rede de esgoto e águas pluviais da Rua Guanabara seja um forte vetor gerador desse problema.      Ressalta-se que representações comunitárias de Mãe Luzia acompanhavam há mais de dez anos essa questão, sem contudo obter êxito no redirecionamento dos projetos junto ao órgão   competente.
c) Ligações clandestinas da rede de esgoto e de drenagem pluvial, além da obstrução da tubulação por acúmulo de lixo e
d) Chuvas torrenciais.
Como vemos, de um jeito ou de outro, a ação humana sobre o meio ambiente contribuiu para a eclosão de uma catástrofe ambiental com consequências devastadoras principalmente para as famílias que vivem na Rua Guanabara e no seu entorno.
É importante que a dinâmica completa do fenômeno seja compreendida por todos, pois a mídia tem    acentuado como causa única, além das chuvas,    apenas o fator que envolve Mãe Luiza: o acúmulo de lixo nas tubulações e supostas construções      desordenadas, o que aliás coincide com um conceito a priori sobre o bairro. Na verdade, possuidora de uma lei de uso e ocupação do solo específica nos marcos do Estatuto da Cidade, as casas em Mãe   Luiza, desde 1995, respondem a um padrão de     ocupação mais restritivo e adequados às suas        especificidades sociais e físico ambientais, o que certamente concorreu para minimizar a gravidade do desastre.
De resto vale sinalizar positivamente:
a) a solidariedade da sociedade que está fazendo afluir a Mãe Luiza grande quantidade de donativos, água, roupas, alimentos, colchões e muito mais e
b) o compromisso da prefeitura com a reconstrução das casas e com as obras de drenagem, combinadas com um projeto urbanístico que possa converter   aquele corredor num espaço seguro, belo e de      cidadania.
Parabéns à sociedade pela solidariedade e à prefeitura por liderar a iniciativa de reconstruir e de assegurar o não deslocamento de famílias.
Necessário ainda se faz a concretização do aluguel social, que foi também assegurado pelo município para que, durante o tempo de espera da finalização das, os desabrigados possam estar alojados           dignamente.
A hora agora é de cerrar fileiras para reconstruir, aprender com o ambiente e com a ação humana    sobre ele, corrigir erros e fazer do problema uma oportunidade para dias melhores.